Bairro da Vilarinha

Bairro da Vilarinha

Os bairros sociais do Estado Novo nasceram como consequência do resultado de um inquérito realizado em 1936, que revelava a existência de 13.000 casas em “ilhas” na malha habitacional do Porto nos quais habitavam, em condições degradantes, cerca de 45.000 dos seus 240.000 habitantes.

Depois de ensaiados alguns projectos de habitação social plurifamiliar em blocos de vários pisos, o Estado Novo privilegia, a partir de 1933, a construção de bairros sociais unifamiliares de habitação económica, agrupados por classes para permitir uma hierarquização social, formando conjuntos que podiam construir manchas de apreciável valor estético nas cidades e vilas.

Os primeiros bairros, Condominhas, Amial, Ramalde e Paranhos, eram sobretudo constituídos pelas categorias A e B, destinadas a moradores de rendimentos mais baixos, enquanto que os bairros de Gomes da Costa, Vilarinha e Antonio Aroso, das categorias C e D, eram ocupados por moradores com rendimentos mais altos, nomeadamente funcionários do Estado.

No caso do Bairro da Vilarinha, edificado em 1958, foram construídas 202 habitações. As tipologias habitacionais eram casas individuais, com jardim e quintal, cuja organização obedecia a uma malha ortogonal onde se dispunham as casas individuais geminadas.

A própria toponímia das ruas com nome de flores, de vilas e de rios, para além da forma arquitectónica, faziam lembrar o meio rural.

Hoje, este bairro readquiriu uma beleza ímpar, segredo da reabilitação: casas novas com almas antigas.

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