Edifício na Rua S. João

Reabilitação de edifício

Projectos e obra.
Rua de S. João | Porto.
2020.

A intervenção da umseisum neste edifício constituído por cave, r/chão, cinco andares e vão do telhado, foi realizada em três fases distintas:  execução dos projectos; obras de manutenção; obras de alteração.

De acordo com os pressupostos apresentados à umseisum pelos diversos proprietários, o projecto de alterações contemplava a transformação dos escritórios em habitações do Tipo T0.

A par dos projectos de alteração, apresentou-se a proposta para as obras de manutenção das fachadas, da cobertura e de todas as áreas e infra-estruturas comuns.

O edifício, situado em pleno Centro Histórico da cidade do Porto e classificado como Património Mundial da Humanidade, tem acesso por duas das ruas mais emblemáticas da velha urbe, a Rua de S. João (séc. XVIII) e a Rua dos Mercadores (séc. XIV).

A abertura da Rua de S.João obedeceu a um desenho geral de fachadas da autoria do Cônsul Britânico John Whitehead (autor do edifício da Feitoria Inglesa com frente para a mesma rua), tendo sido eleita pela burguesia mercantil portuense como o local para ali instalar o seu negócio e residência.

O valor urbanístico e arquitectónico da Rua de S. João advém, por isso, da unidade das fachadas através do alinhamento das varandas e cornijas e da métrica das fenestrações das fachadas.

As fachadas, integralmente revestidas a reboco, são marcadas pela cantaria de granito das varandas, dos frontões no cimo dos vãos das portas, das orlas nos vãos das janelas e de outros elementos decorativos.

Inserido numa área de grande movimento comercial até meados da década de 80 do século passado e muito ligada ao Vinho do Porto, era anteriormente ocupado por empresas que ali instalaram os seus escritórios.

Desocupado durante vários anos e com evidentes sinais de degradação ao nível da cobertura, era de particular urgência a sua substituição.

Toda a estrutura em madeira que a suporta foi revista e tratada e substituídos todos os algerozes, rufos e telhas.

A clarabóia, tão característica da cidade, foi igualmente substituída mantendo-se inalterada a sua dimensão, formato e desenho.

As fachadas foram objecto de obras de conservação, com limpeza do granito, reparação e pintura dos rebocos, tratamento e pintura das guardas em ferro das varandas.

As caixilharias exteriores em madeira e as que não correspondiam ao desenho original foram substituídas, respeitando a imagem mas conferindo-lhe melhores características térmicas e acústicas.

No interior, as áreas comuns foram renovadas e instaladas novas infraestruturas, deixando ligações a cada uma das fracções.

Por fim, do projecto de alteração das fracções, realizamos as obras em 6 das 10 fracções do edifício.

As obras, de acordo com o projecto aprovado, consistiram essencialmente na construção das instalações sanitárias e cozinhas.

Estas, incluiram igualmente a renovação dos revestimentos dos pavimentos, paredes e tectos e a recuperação de algumas das carpintarias existentes, como portas e lambrins.

Como acabamento, e preservando a memória da pintura original, optou-se pelo lacado em tons secos de cores claras, privilegiando assim a luminosidade do espaço.

 

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